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terça-feira, 20 de junho de 2017

Tragédia... e as crianças?

Há uma tendência natural para proteger as crianças, evitando que elas tenham conhecimento da verdadeira extensão de uma tragédia, como a do incêndio de Pedrógão Grande (foi a nossa primeira abordagem).

Entretanto, no ATL há televisão a dar as notícias... e inevitavelmente vieram as perguntas. Tinha duas opções: desconversar ou aproveitar para passar algumas mensagens... optei pela segunda.

Expliquei-lhes o que aconteceu... sim, foi um incêndio muito mau porque estava muito vento e as árvores ardiam muito rápido... Sim, morreram muitas pessoas que tentavam fugir do fogo e muitas ficaram sem casa... Não, o incêndio ainda não está apagado... (não, não vai chegar até aqui!)

O que é que podemos aprender:
- Às vezes acontecem coisas muito más;
- A nossa vida é maravilhosa porque nunca nos aconteceu nada de semelhante (isto porque o D* anda com a mania de dizer que todos os dias dele são maus, desde que alguma coisa não corra como ele quer...)
- Temos que agradecer a Deus por isso;
- Numa situação como esta devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar;
- Podemos ajudar as pessoas com dinheiro para que elas possam reconstruir as casas e comprar as coisas que precisam; (não lhes podemos dar abraços porque estão longe);
- Podemos ajudar os bombeiros com dinheiro para eles comprarem o equipamento que precisam para estarem protegidos para combater o fogo;

(imagem retirada da internet)
e por último...
- Os bombeiros são uns heróis!


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Homenagem

Este blogue serve para partilhar com o mundo o que me vai na alma...
Hoje vai servir também para homenagear (modestamente) um amigo que já não está entre nós... o Padre Augusto do Ó de Brito.

Foi durante 20 anos o pároco daquela que continua a ser a "minha" paróquia (S. Bartolomeu de Messines, no Algarve). Escusado será dizer que foi o padre que me casou e batizou a minha filha...

Sempre se aproximou dos jovens e teve a coragem de levar um autocarro cheio de adolescentes numa viagem de 15 dias pela Europa, que para mim foi memorável... (foi em 1994, tinha eu 18 anos). Calcorreámos "tudo", desde Espanha, França, Mónaco, Suíça, Itália... A maior parte das noites fizemos campismo, noutras vezes ficámos em espaços paroquiais, visitámos santuários, monumentos... foi muito bom!

Ao longo destes 20 anos, foi incansável na recuperação do património da paróquia, muito do qual estava quase em ruína: Igreja Matriz, Capela de Nossa Senhora da Saúde, Capela de Sant'Ana, Capela de S. Sebastião, Capela de S. Pedro, Casa Paroquial (pelo menos...)

Não era perfeito... tinha muita dificuldade em conter as palavras quando estava desiludido... mas por outro lado tinha um sorriso contagiante...
Morreu na noite depois da habitual festa (com almoço partilhado) de aniversário da sua Ordenação no dia de N.ª Sr.ª da Conceição (8 de Dezembro). Apesar dos graves problemas de saúde que tinha (diabetes) ninguém contava que fosse uma despedida...

Padre Augusto do Ó de Brito
Ficará para sempre na nossa memória.