domingo, 6 de outubro de 2013

Mães #3

Na continuação deste post cá fica mais uma:

(imagem retirada da internet)
"Para uma mãe, a sua filha de meia-idade tem entre seis e dezasseis anos, muito disfarçada."

Pam Brown,  n.1928


Esta faz-me lembrar uma conversa que tive em tempos com a minha mãe...

Eu, nos vinte e pouquíssimos a argumentar que ela continuava a tratar-me como se fosse uma criança (já não me lembro porquê).
Resposta dela:
- Podes ter vinte, trinta ou cinquenta, que continuas a ser minha filha!!!

Não há volta a dar...
:-)

sábado, 5 de outubro de 2013

Nunca me teria lembrado...

(imagem retirada da internet)
Descobri recentemente que o sr. motorista do autocarro do ATL que a minha filha frequenta, não a chama pelo nome próprio (contou-me ela). Arranjou-lhe um nome que lhe assenta na perfeição:

Princesa do Barulho!!!

Ela explicou... é por ser bonita e por fazer muito barulho no autocarro à hora do almoço... (a essa hora são poucos meninos, mas ela deve conseguir fazer tanto barulho como um autocarro cheio...)

:-)

Acidentes acontecem...

Começo por explicar que sou cuidadosa na estrada... não gosto de altas velocidades e sou adepta das não-ultrapassagens (sou capaz de ficar a pastelar atrás de um camião o tempo que for preciso...)

Mas o que é certo é que na última semana já apanhei uns sustos valentes na estrada:

(imagem retirada da internet)
# 1 - À noite, curva de saída da autoestrada, ia com um bocadinho de velocidade a mais para o piso que estava (molhado)... travei um bocadinho, em cima da banda sonora e quase perdi o controlo do carro... um susto daqueles...

# 2 - Outro dia, à tarde, ia um trator agrícola literalmente a pisar ovos, numa estrada com curvas. Vinham vários carros à minha frente que tiveram que travar rapidamente... o que ia à minha frente para evitar o embate até se meteu na faixa contrária! fiquei a tremelicar durante um monte de tempo...

# 3 - Ontem, mais uma vez se provou que à terceira é de vez... ia muito bem na segunda circular e de repente ouço uma mega travagem do carro que ia à minha frente! Não dava para ver mas havia fila. Travei a fundo, as rodas bloquearam mas o carro continuou a andar... já estás! Não deu tempo de nada... Bati no carro da frente que tinha conseguido travar a tempo, mas com o embate foi bater no seguinte... sem stress, ninguém se aleijou, preenchemos as declarações amigáveis e cada um foi à sua vida... e agora é esperar para ver a conta... (a franquia do seguro, já cá canta...)
 
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Neurónios-espelho

Fiz hoje uma descoberta importante... na sequência deste post da S*, em que ela falava em vergonha alheia, coisa com que me identifico muito... pesquisei o termo no Google e descobri este site da Superinteressante brasileira:


http://super.abril.com.br/ciencia/gente-sente-vergonha-alheia-626138.shtml
 
Afinal o nosso cérebro simula o que se está a passar com as outras pessoas, usando os neurónios-espelho. O cérebro copia as sensações para nos ajudar a perceber o que sentiríamos se estivéssemos nessa situação.
 
Certamente que é útil para evitarmos fazer os mesmos disparates...
 
Com isto fiquei a saber que tenho muitos desses neurónios-espelho, porque eu não consigo ver outras pessoas a fazer figuras tristes em público. Aumentam-me os níveis de stress, ansiedade... sei lá... dá-me fernicoques!
 
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Não querendo agoirar...

Continuando a conversa do post anterior sobre juntar tralhas...
Não querendo agoirar... mas a coisa deve mesmo ser genética e com tendência a agravar...

A minha filha guarda tudo e mais um par de botas e é incapaz de deitar qualquer coisa para o lixo, esteja partido ou escangalhado de todo, não importa...

Ela guarda:

- tudo o que é normal, como bonequinhos, ganchos, elásticos, brindes, borrachas, etc...

- até coisas um bocadinho absurdas, como post-its desenhados com um coração ou uma estrelinha ou um gatafunho qualquer, os papéis de trás dos autocolantes das cadernetas e outras preciosidades do género...
(imagem retirada da internet)

- ou coisas absolutamente inacreditáveis, como a que ela me disse hoje:

Ela: Mamã, sabes que eu faço coleção de verniz?

Eu: Frascos de verniz? (tem três ou quatro, uns de brincar outros meus, que ficaram para ela brincar)

Ela: Não, verniz das unhas...

Eu: O quê?

Ela: Quando tinha as unhas pintadas da Kidzania, tirei um bocadinho e guardei... queres ver?

(foi à procura)

Ela: Oh! já não está cá... (deve ter-se desfeito...)

Ao menos não chorou!

Mas que raio de ideia... acham que está na altura de ficar preocupada?




Eu, apegada a tralhas?!?

Eu confesso que tenho muita dificuldade em deitar coisas fora... deve ser genético, porque os meus pais e a minha irmã são iguais....

Tenho uma caixinha com recordações minhas e outras para recordações dos miúdos onde vou guardando algumas coisas... toda a gente guarda umas lembranças, certo?

Mas depois há aquelas coisas que pode ser que um dia venham a fazer falta...
Para além disso não me cabe na cabeça deitar para o lixo coisas em bom estado só porque não preciso delas... isso tem um impacte no ambiente... desnecessário!
E eu não estou a falar das coisas que se podem doar. Essas são as fáceis... o pior são as outras que não têm circuito para levar sumiço, tipo amostras de produtos disto e daquilo, que se podem usar, mas eu nunca me lembro... brindes, restos de materiais de trabalhos manuais, caixas e caixinhas e sei lá mais que tralhas que não sei como vão aparecendo cá em casa...

Uma dor de cabeça... mas eu tenho andado a esforçar-me...

Isto hoje esteve bera...

O guarda-chuva dela estava partido (tinha uma vareta meia solta) e já tínhamos combinado comprar um chapéu-de-chuva bonito no sábado.
Aquilo estava mesmo um perigo e enfiei com ele no caixote do lixo...

Só quem a conhece é que consegue imaginar o drama que se seguiu... uma choradeira, uma gritaria, tanto disparate disse que ficou logo de castigo.
Ficou a sentença lida... depois daquilo tudo, o chapéu novo a comprar nem um boneco vai ter!!! lisinho sem graça nenhuma!

A preocupação dela passou então a ser a cor do chapéu...

Ela: Por favor, preto não!!! (nem me tinha lembrado disso...)


Ela: Pode ser de todas as cores menos preto, cinzento, castanho ou azul escuro...

Eu: É melhor ficares calada... se estás de castigo, achas que vou comprar duma cor que tu gostes?

Ela (a relativizar): OK. Também não é muito mau... há coisas piores... pior era se fosse pequenino, com bonecos de menino...

Eu: Tu não me dês ideias...

Ela: Não, por favor, não!!!

Ela: Mamã, de que cor é que vai ser?

Eu: Ainda não sei... depende dos disparates que fizeres até lá!

Ela: Podemos ir comprar já amanhã?

Está visto que não fazer disparates nem é opção...


Malvada chuva...

Não gosto de chuva... só devia chover de noite (com exceção das noites que eu saio de casa...poucas, como se calcula...)

(imagem retirada da internet)
Ainda para mais que metade das vezes esqueço-me do chapéu-de-chuva em casa ou no carro ou no trabalho... e apanho molhas umas a seguir às outras...

Já para não falar das vezes que, como é só por um bocadinho não vale a pena abrir o chapéu... e lá vai mais uma molha...

E quando até temos chapéu, mas faz um vendaval de tal ordem que ficamos com ele do avesso?!? ...molha!

E quando até temos chapéu, o chapéu até se aguenta, mas a chuva vem com uma inclinação tal que ficamos com as pernas ensopadas na mesma? lindo...

O que é que há de comum nisto tudo?!? a malvada chuva!!!